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December 22, 2005
SouthAmerica: In September of 2005, the total Brazilian foreign debt was US$ 112 billion dollars. The Brazilian finance minister had already announced that Brazil it would pay their final debt to the International Monetary fund (IMF) in the amount of US$ 16 billion dollars during 2006. (This final payment will be made ahead of the actual schedule of due payments).
Today, the Brazilian finance minister announced that Brazil also would pay ahead of the scheduled payments the remaining debt owed by Brazil to the âParis Clubâ in the amount of US $ 3 billion dollars - most of these debts were loans made during the 1980âs â Brazil will be paying in advance debts that were due in 2007 and in 2008.
By paying all these foreign debt by the end of 2006, by election time President Lula will be able to say to the Brazilian people that during his first term Brazil was able to pay all its outstanding debt with the IMF, and also other foreign debts that had been outstanding for many years. By paying all this foreign debt in advance the Brazilian government will be able to save almost US$ 1 billion dollars in extra interest payments to lenders during 2007, and 2008.
By the end of 2006, the total Brazilian foreign debt will be US$ 90 billion dollars or less.
These payments have a great symbolic importance for Brazil, since that shows to the world the terrific financial position that Brazil is enjoying today, and its great prospects for the future.
Below is a copy the entire article published today in Portuguese by a major newspaper in Brazil â A Folha de Sao Paulo.
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22/12/2005
âBrasil quer antecipar saÃda do Clube de Parisâ
NEY HAYASHI DA CRUZ
da Folha de S.Paulo
O governo quer antecipar para 2006 a liqüidação de sua dÃvida com o chamado Clube de Paris, grupo de credores que, nos anos 80, renegociou uma parte dos compromissos externos do Brasil.
A decisão foi anunciada pelo ministro Antonio Palocci (Fazenda) durante a reunião ministerial conduzida anteontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ainda não foi definida uma data em que essa antecipação será feita. Segundo documento divulgado pelo Palácio do Planalto com os principais assuntos abordados na reunião ministerial, "o ministro [Palocci] anunciou que as obrigações do paÃs com o Clube de Paris serão quitadas em 2006".
A medida atinge uma dÃvida de US$ 2,575 bilhões que o Brasil tem com o Clube de Paris e que terminaria de ser paga em 2007. Ao antecipar o pagamento para o ano que vem, o governo dá mais um passo para melhorar o perfil de seu endividamento externo.
Na semana passada, o Ministério da Fazenda já havia informado que decidira antecipar o pagamento de toda a dÃvida do paÃs com o FMI (Fundo Monetário Internacional) --algo em torno de US$ 15,5 bilhões. Na reunião ministerial de anteontem, a medida foi citada por Palocci como um dos pontos positivos alcançados pelo governo na área econômica.
Peso simbólico
A quitação antecipada da dÃvida com o FMI representará uma economia de cerca de US$ 900 milhões que seriam pagos em juros entre 2006 e 2008. Mais importante do que isso, porém, é o peso simbólico que a decisão pode ter, já que o governo poderá entrar em 2006, ano de eleição, com o discurso de que o paÃs já não deve mais nada ao Fundo.
No caso do Clube de Paris, o significado da antecipação é ainda mais simbólico, pois, economicamente, o Brasil já deve pouco a esses credores. Os US$ 2,575 bilhões que o paÃs deve a esse grupo representam pouco mais de 2% da dÃvida externa do setor público, que em setembro estava em US$ 111,580 bilhões.
Além disso, o cronograma original de pagamentos já previa que a dÃvida com o Clube de Paris seria quitada em menos de dois anos --com pagamentos de US$ 1,704 bilhão em 2006 e de US$ 250 milhões em 2007, além de US$ 621 milhões ainda neste ano.
Apesar do valor relativamente baixo desses compromissos, a sua quitação ajuda o Brasil a se livrar de resquÃcios da época da moratória da dÃvida externa. Alguns analistas dizem que o calote dado pelo paÃs nos anos 80 é motivo, até hoje, de desconfiança dos investidores internacionais.
O argumento é discutÃvel, já que muitos paÃses declararam moratória há poucos anos e hoje já têm acesso aos mercados internacionais --a Rússia, por exemplo, deu um calote em 1998, e, hoje, as agências de classificação de risco já dão ao paÃs uma nota melhor que a concedida ao Brasil.
Ainda assim, o fato é que, até hoje, o Brasil está pagando dÃvidas que começaram a ser renegociadas há mais de 20 anos. à o caso, por exemplo, dos "bradies", tÃtulos emitidos pelo paÃs em 1994 depois de vários anos de negociações com os credores.
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December 22, 2005
SouthAmerica: In September of 2005, the total Brazilian foreign debt was US$ 112 billion dollars. The Brazilian finance minister had already announced that Brazil it would pay their final debt to the International Monetary fund (IMF) in the amount of US$ 16 billion dollars during 2006. (This final payment will be made ahead of the actual schedule of due payments).
Today, the Brazilian finance minister announced that Brazil also would pay ahead of the scheduled payments the remaining debt owed by Brazil to the âParis Clubâ in the amount of US $ 3 billion dollars - most of these debts were loans made during the 1980âs â Brazil will be paying in advance debts that were due in 2007 and in 2008.
By paying all these foreign debt by the end of 2006, by election time President Lula will be able to say to the Brazilian people that during his first term Brazil was able to pay all its outstanding debt with the IMF, and also other foreign debts that had been outstanding for many years. By paying all this foreign debt in advance the Brazilian government will be able to save almost US$ 1 billion dollars in extra interest payments to lenders during 2007, and 2008.
By the end of 2006, the total Brazilian foreign debt will be US$ 90 billion dollars or less.
These payments have a great symbolic importance for Brazil, since that shows to the world the terrific financial position that Brazil is enjoying today, and its great prospects for the future.
Below is a copy the entire article published today in Portuguese by a major newspaper in Brazil â A Folha de Sao Paulo.
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22/12/2005
âBrasil quer antecipar saÃda do Clube de Parisâ
NEY HAYASHI DA CRUZ
da Folha de S.Paulo
O governo quer antecipar para 2006 a liqüidação de sua dÃvida com o chamado Clube de Paris, grupo de credores que, nos anos 80, renegociou uma parte dos compromissos externos do Brasil.
A decisão foi anunciada pelo ministro Antonio Palocci (Fazenda) durante a reunião ministerial conduzida anteontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ainda não foi definida uma data em que essa antecipação será feita. Segundo documento divulgado pelo Palácio do Planalto com os principais assuntos abordados na reunião ministerial, "o ministro [Palocci] anunciou que as obrigações do paÃs com o Clube de Paris serão quitadas em 2006".
A medida atinge uma dÃvida de US$ 2,575 bilhões que o Brasil tem com o Clube de Paris e que terminaria de ser paga em 2007. Ao antecipar o pagamento para o ano que vem, o governo dá mais um passo para melhorar o perfil de seu endividamento externo.
Na semana passada, o Ministério da Fazenda já havia informado que decidira antecipar o pagamento de toda a dÃvida do paÃs com o FMI (Fundo Monetário Internacional) --algo em torno de US$ 15,5 bilhões. Na reunião ministerial de anteontem, a medida foi citada por Palocci como um dos pontos positivos alcançados pelo governo na área econômica.
Peso simbólico
A quitação antecipada da dÃvida com o FMI representará uma economia de cerca de US$ 900 milhões que seriam pagos em juros entre 2006 e 2008. Mais importante do que isso, porém, é o peso simbólico que a decisão pode ter, já que o governo poderá entrar em 2006, ano de eleição, com o discurso de que o paÃs já não deve mais nada ao Fundo.
No caso do Clube de Paris, o significado da antecipação é ainda mais simbólico, pois, economicamente, o Brasil já deve pouco a esses credores. Os US$ 2,575 bilhões que o paÃs deve a esse grupo representam pouco mais de 2% da dÃvida externa do setor público, que em setembro estava em US$ 111,580 bilhões.
Além disso, o cronograma original de pagamentos já previa que a dÃvida com o Clube de Paris seria quitada em menos de dois anos --com pagamentos de US$ 1,704 bilhão em 2006 e de US$ 250 milhões em 2007, além de US$ 621 milhões ainda neste ano.
Apesar do valor relativamente baixo desses compromissos, a sua quitação ajuda o Brasil a se livrar de resquÃcios da época da moratória da dÃvida externa. Alguns analistas dizem que o calote dado pelo paÃs nos anos 80 é motivo, até hoje, de desconfiança dos investidores internacionais.
O argumento é discutÃvel, já que muitos paÃses declararam moratória há poucos anos e hoje já têm acesso aos mercados internacionais --a Rússia, por exemplo, deu um calote em 1998, e, hoje, as agências de classificação de risco já dão ao paÃs uma nota melhor que a concedida ao Brasil.
Ainda assim, o fato é que, até hoje, o Brasil está pagando dÃvidas que começaram a ser renegociadas há mais de 20 anos. à o caso, por exemplo, dos "bradies", tÃtulos emitidos pelo paÃs em 1994 depois de vários anos de negociações com os credores.
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